Patrício

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Os patrícios eram a classe nobre da Roma Antiga[1], originalmente 100 homens selecionados por Rómulo e derivados da palavra latina “patres”. Detinham significativos privilégios políticos, militares e sociais, incluindo altos cargos governamentais, isenções fiscais e status social exclusivo. Inicialmente, eram restritos de casar com plebeus e monopolizavam o poder. Com o tempo, os plebeus ganharam acesso a cargos públicos, diminuindo gradualmente a influência política[2] dos patrícios. O conceito de “nobilitas” evoluiu, tornando-se mais ligado à riqueza do que à ancestralidade durante o período imperial. Sob Constantino, o título de patrício tornou-se uma designação honorária, com sua significância diminuindo no final da era romana. Na Europa medieval e moderna, o termo “patrícios” referia-se à nobreza urbana que governava cidades, emergindo de famílias de mercadores ricos e líderes cívicos, embora os estatutos formais de patrícios tenham sido eventualmente abolidos na maioria das regiões.

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1. Roma Antiga ( Roma Antiga ) A história inicial de Roma abrange desde a sua fundação lendária por Rômulo e Remo em 753 a.C. através dos períodos monárquico e republicano. Inicialmente habitada por latinos e sabinos, Roma desenvolveu-se a partir de assentamentos em suas colinas e foi governada por sete reis, com significativa influência etrusca. A República emergiu por volta de 509 a.C., caracterizada por um sistema político complexo de magistrados eleitos, cônsules e o Senado. Roma expandiu-se através de conquistas militares, derrotando rivais como Cartago nas Guerras Púnicas e subjugando territórios em toda a península Itálica. Tensões sociais e económicas internas, incluindo conflitos entrepatrícios e plebeus, e a ascensão de generais poderosos como Júlio César, eventualmente levaram ao colapso da República. Otaviano (Augusto) tornou-se o primeiro Imperador Romano, estabelecendo o sistema imperial e iniciando a Pax Romana, um período de relativa paz e prosperidade que transformou a governação e a sociedade romana.
2. política. A política é um campo multifacetado que explora a governança, dinâmicas de poder e organização social. Originando-se do termo grego antigo "politeia", examina as estruturas e processos de gestão estatal. O poder político é caracterizado pela sua capacidade de influenciar resultados sociais através de mecanismos de legitimidade, centralização e coerção. Diversos sistemas políticos, desde democracias até monarquias, operam através de instituições complexas como legislaturas, executivos e judiciários. Diferentes perspetivas ideológicas – incluindo liberalismo, conservadorismo e socialismo – moldam a compreensão das funções do estado, direitos individuais e relações sociais. A política internacional expande ainda mais este domínio, analisando interações globais, relações diplomáticas e governança transnacional. Teorias de mudança política, distribuição de poder e estruturas institucionais fornecem insights críticos sobre como as sociedades se organizam, governam e transformam através de processos políticos e debates filosóficos.
Patrício (Wikipedia)
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Os patrícios (em latim: patricius) originalmente eram os cidadãos que constituíam a aristocracia da Roma Antiga, equivalendo a uma forma de nobreza hereditária. A distinção foi altamente significativa no Reino Romano e no início da República, mas a sua relevância diminuiu após o Conflito das Ordens (494 a.C. a 287 a.C.). Na época do final da República e do Império, a adesão ao patriciado tinha apenas significado nominal. A estrutura social da Roma antiga girava em torno da distinção entre patrícios e plebeus. O estatuto dos patrícios deu-lhes mais poder político do que os plebeus, mas a relação entre os grupos acabou por causar o Conflito das Ordens. Este período resultou na mudança da estrutura social da Roma Antiga.

Busto de Júlio César, o mais conhecido membro da família romana Júlia, de estatuto patrício

Após a queda do Império Ocidental, o termo patrício continuou como um título honorário elevado no Império Oriental. Na Europa Ocidental passou a ser usado em uma larga região para designar a classe urbana governante, mantendo muitas características do antigo patriciado romano. Em muitas repúblicas italianas medievais, especialmente em Veneza e Génova, as classes patrícias eram mais uma vez grupos formalmente definidos de famílias líderes. No Sacro Império Romano, as famílias da chamada grande burguesia tinham um estatuto semelhante. Posteriormente, patrício tornou-se um termo vago usado para se referir aos aristocratas e à elite burguesa em muitos países.

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