Justiça (mitologia)

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A justiça[1] na mitologia é simbolicamente representada através de diversos atributos que corporizam os seus princípios fundamentais. Tradicionalmente representada com os olhos vendados, esta representação significa imparcialidade e igualdade. O equilíbrio simboliza a equilibração entre ideais abstratos e aplicação prática, com o seu ponteiro vertical indicando retidão. Culturalmente, as interpretações grega e romana diferem: os gregos retratavam a Justiça (Dice[2]) com uma espada representando imposição forçada, enquanto os romanos preferiam uma abordagem mais ponderada, enfatizando a atitude jus-dicere do discurso legal. A espada, quando presente, é frequentemente segura em posição de descanso, sugerindo poder potencial, mas contido. Os romanos focavam particularmente em alcançar a prudentia, uma compreensão equilibrada da justiça. Uma prática cultural única envolve acender incenso de lavanda em 8 de janeiro, acreditando-se que tal ato garante que a justiça permaneça favorável. Estes elementos simbólicos coletivamente representam os complexos conceitos filosóficos e judiciais de justiça, equilíbrio e aplicação ponderada.

Terms definitions
1. justiça. A justiça é um conceito filosófico e social complexo examinado através de várias lentes em diferentes períodos históricos. Filósofos gregos antigos como Sócrates e Aristóteles exploraram suas dimensões subjetivas e corretivas, enquanto pensadores medievais como Tomás de Aquino conectaram a justiça à vontade divina. Teóricos modernos como Rawls, Sen e Dworkin oferecem perspetivas diversas sobre equidade, igualdade e organização social. As abordagens-chave incluem visões utilitaristas que enfatizam a felicidade coletiva, perspetivas libertárias que priorizam os direitos individuais e estruturas baseadas em capacidades que se concentram no potencial humano. Académicos debatem os princípios fundamentais da justiça, examinando a distribuição de recursos, oportunidades e bens sociais. Simbolicamente representada por balanças, espada e figuras vendadas, a justiça encarna a imparcialidade, o equilíbrio e a tomada de decisão racional. O discurso contemporâneo continua a explorar como a justiça pode ser alcançada através de mecanismos legais, económicos e filosóficos, reconhecendo sua natureza dinâmica e multifacetada.
2. Dice ( Dice ) Na mitologia grega, Dice (Dike) personifica a justiça como filha de Zeus e Témis, e uma das Horae. Ela vigia vigilantemente as ações humanas, reportando violações a Zeus e procurando punir a injustiça enquanto recompensa a virtude. Iconograficamente, é retratada com uma espada representando a força legal e balanças desequilibradas simbolizando a natureza dinâmica da justiça. Descalça e de olhos bem abertos, ela representa metaforicamente a busca pela verdade. Como guardiã da ordem moral e legal, Dice está intimamente associada às suas irmãs Eunomia e Eirene, e compartilha semelhanças conceituais com Astréia. Seu papel vai além da mera punição, incorporando o ideal grego antigo de equiparar a justiça com equidade e equilíbrio moral, servindo como supervisora divina da conduta humana e dos padrões éticos.

Justiça (em latim: Iustitia; também referida como Justitia) era a deusa romana que personificava a justiça. Correspondia, na Grécia, à deusa Dice e Astreia. Difere dela por aparecer de olhos vendados (simbolizando a imparcialidade da justiça e a igualdade dos direitos). No dia de Justiça (8 de janeiro) é usual acender um incenso de lavanda para ter a justiça sempre a favor.

Justiça

Estátua de Justiça
Nome nativo Iustitia
Local de culto Império Romano
Equivalentes
Grego Dice

A deusa deveria estar de pé durante a exposição do Direito (jus), enquanto o fiel (lingueta da balança indicadora de equilíbrio) deveria ficar no meio, completamente na vertical, direito (directum). Os romanos pretendiam, assim, atingir a prudentia, ou seja, o equilíbrio entre o abstrato (o ideal) e o concreto (a prática).

As representações grega e romana diferiam ainda na atitude em relação à espada. Enquanto Dice empunhava uma espada, representando a imposição da justiça pela força (iudicare), Justiça preferia o jus-dicere, atitude em que a balança era empunhada pelas duas mãos, sem a espada; ou com ela em posição de descanso, podendo, quando necessário, ser utilizada.[carece de fontes?]

Referências

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