Império Romano Oriental

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O Império Bizantino emergiu como a continuação do Império Romano[1] Oriental, sobrevivendo à queda da metade ocidental e durando de 285 a 1453. Centrado em Constantinopla, evoluiu de um estado[4] romano latino para uma civilização[2] cristã de orientação grega. Sob imperadores como Justiniano e Heráclio, o império expandiu-se e transformou-se, enfrentando desafios significativos das invasões muçulmanas e perdas territoriais. Apesar de períodos de declínio, incluindo fragmentação após a Quarta Cruzada, a dinastia Paleólogo brevemente restaurou o poder imperial. Conhecido como “Romanos” (Romaioi) por seus habitantes, o império manteve uma população diversa e ricas tradições culturais. Sua população flutuou entre 5-12 milhões ao longo de séculos. O império finalmente caiu para os turcos otomanos em 1453, marcando o fim de uma civilização milenar que preservou o patrimônio[3] greco-romano e o cristianismo ortodoxo.

Terms definitions
1. Império Romano ( Império Romano ) O Império Romano evoluiu de uma república para uma civilização expansiva e complexa que abrangeu vários séculos. Inicialmente expandindo-se a partir da península itálica através de conquistas militares, desenvolveu sistemas administrativos e jurídicos sofisticados. A transição da república para o império ocorreu sob Augusto, que estabeleceu a governação imperial e iniciou o período do Principado. Ao longo da sua história, o império experimentou transformações políticas significativas, incluindo períodos de estabilidade sob os "Bons Imperadores" e crises subsequentes. A sociedade romana era caracterizada por infraestruturas avançadas, uma economia robusta baseada na agricultura e no comércio, e um sistema jurídico sofisticado. O latim servia como língua administrativa principal, e a cultura romana influenciou fortemente a arquitetura, o direito e as estruturas sociais. O ponto territorial máximo do império ocorreu sob Trajano, com os seus territórios ocidentais a caírem ultimamente para invasões bárbaras em 476 d.C., enquanto o Império Romano do Oriente (Bizâncio) continuou até 1453.
2. civilização. O conceito de civilização abarca transformações socioculturais complexas impulsionadas por revoluções tecnológicas, representando mudanças dinâmicas na organização social humana. As civilizações são caracterizadas por identidades culturais únicas, englobando ideias, costumes, artes e práticas de manufatura distintas que tendem a se espalhar e influenciar outras esferas culturais. Estudiosos como Samuel Huntington e Darcy Ribeiro propuseram diferentes estruturas para compreender o desenvolvimento civilizacional, identificando múltiplas zonas culturais e trajetórias históricas. Essas perspetivas exploram como as sociedades evoluem através de mudanças tecnológicas, sociais e culturais, destacando a natureza não linear da progressão humana. O estudo das civilizações envolve analisar processos de hegemonia cultural, autorregulação social e potenciais conflitos decorrentes de diferenças ideológicas e culturais. O conceito vai além das meras estruturas sociais, representando a identidade cultural mais ampla e abrangendo padrões intrincados de interação e transformação humana.

O Império Bizantino foi a continuação do Império Romano na Antiguidade Tardia e Idade Média. Sua capital, Constantinopla (atual Istambul), originalmente era conhecida como Bizâncio. Inicialmente parte oriental do Império Romano (comumente chamada Império Romano do Oriente no contexto), sobreviveu à fragmentação e ao colapso do Império Romano do Ocidente no século V e continuou a prosperar, existindo por mais de mil anos até sua queda diante da expansão dos turcos otomanos em 1453. Foi conhecido simplesmente como Império Romano (em grego: Βασιλεία τῶν Ῥωμαίων; romaniz.: Basileía tôn Rhōmaíōn; em latim: Imperium Romanum) ou România (em grego: Ῥωμανία; romaniz.: Rhōmanía) por seus habitantes e vizinhos.

Império Bizantino

Império Romano do Oriente
Βασιλεία ῬωμαίωνVasilía RoméonImperium Romanum

Império

3951453 
Bandeira da dinastia paleóloga
Bandeira da dinastia paleóloga
 
Emblema imperial da dinastia paleóloga
Emblema imperial da dinastia paleóloga
Bandeira da dinastia paleóloga Emblema imperial da dinastia paleóloga

Império Bizantino em seu zênite sob Justiniano
Coordenadas de Constantinopla   41° N 28° 58' E
Continente Eurafrásia
Região Bacia do Mediterrâneo
Capital Constantinopla

Língua oficial
Religiões

cristianismo (ortodoxo a partir de 1054)

Moeda soldo e outras

Forma de governo Autocracia
Imperador
• 395–408  Arcádio
• 1449–1453  Constantino XI

Período histórico Antiguidade Tardia e Idade Média
• 11 de maio de 330  Fundação de Constantinopla
• 17 de janeiro de 395  Cisão do Império Romano
• 1054  Grande Cisma
• 1204  Tomada de Constantinopla pela Quarta Cruzada
• 1204–1261  Exílio (Império de Niceia)
• 1261  Reconquista de Constantinopla
• 29 de maio de 1453  Queda de Constantinopla

População
 • 565   26 000 000  (est.)
 • 780   7 000 000  (est.)
 • 1025   12 000 000  (est.)
 • 1143   10 000 000  (est.)
 • 1282    5 000 000  (est.)

[♦] ^ Ver população do Império Bizantino para dados mais detalhados.

Como a distinção entre o Império Romano e o Império Bizantino é em grande parte uma convenção moderna, não é possível atribuir uma data de separação. Vários eventos do século IV ao século VI marcaram o período de transição durante o qual as metades oriental e ocidental do Império Romano se dividiram. Em 285, o imperador Diocleciano (r. 284–305) dividiu a administração imperial em duas metades. Entre 324 e 330, Constantino (r. 306–337) transferiu a capital principal de Roma para Bizâncio, conhecida mais tarde como Constantinopla ("Cidade de Constantino") e Nova Roma. Sob Teodósio I (r. 379–395), o cristianismo tornou-se a religião oficial do império e, com sua morte, o Estado romano dividiu-se definitivamente em duas metades, cada qual controlada por um de seus filhos. E finalmente, sob o reinado de Heráclio (r. 610–641), a administração e as forças armadas do império foram reestruturadas e o grego foi adotado em lugar do latim. Em suma, o Império Bizantino se distingue da Roma Antiga na medida em que foi orientado à cultura grega em vez da latina e caracterizou-se pelo cristianismo ortodoxo em lugar do politeísmo romano.

As fronteiras do império mudaram muito ao longo de sua existência, que passou por vários ciclos de declínio e recuperação. Durante o reinado de Justiniano (r. 527–565), alcançou sua maior extensão após reconquistar muito dos territórios mediterrâneos antes pertencentes à porção ocidental do Império Romano, incluindo o norte da África, península Itálica e parte da Península Ibérica. Durante o reinado de Maurício (r. 582–602), as fronteiras orientais foram expandidas e o norte estabilizado. Contudo, seu assassinato causou um conflito de duas décadas com o Império Sassânida que exauriu os recursos do império e contribuiu para suas grandes perdas territoriais durante as invasões muçulmanas do século VII. Durante a dinastia macedônica (século X–XI), o império expandiu-se novamente e viveu um renascimento de dois séculos que chegou ao fim com a perda de grande parte da Ásia Menor para os turcos seljúcidas após a derrota na Batalha de Manziquerta (1071).

No século XII, durante a Restauração Comnena, o império recuperou parte do território perdido e restabeleceu sua dominância. No entanto, após a morte de Andrônico I Comneno (r. 1183–1185) e o fim da dinastia comnena no final do século XII, o império entrou em declínio novamente. Recebeu um golpe fatal em 1204, no contexto da Quarta Cruzada, quando foi dissolvido e dividido em reinos latinos e gregos concorrentes. Apesar de Constantinopla ter sido reconquistada e o império restabelecido em 1261, sob os imperadores paleólogos, o império teve que enfrentar diversos estados vizinhos rivais por mais 200 anos para sobreviver. Paradoxalmente, este período foi o mais produtivo culturalmente de sua história. Sucessivas guerras civis no século XIV minaram ainda mais a força do já enfraquecido império e mais territórios foram perdidos nas guerras bizantino-otomanas, que culminaram na Queda de Constantinopla e na conquista dos territórios remanescentes pelo Império Otomano no século XV.


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