
Halakhá, derivada da palavra hebraica que significa “caminhar”, é o sistema[3] legal abrangente do Judaísmo que governa práticas religiosas, pessoais e sociais. Desenvolvida através da literatura rabínica e codificada por estudiosos como Maimônides e Joseph Karo, engloba regras e tradições que guiam a vida judaica. Diferentes movimentos judaicos interpretam a Halakhá com graus variados de rigor: o Judaísmo Ortodoxo a vê como lei[4] imutável, enquanto os movimentos Conservador, Reformista e Reconstrutucionalista adotam abordagens mais flexíveis. Em Israel, a Halakhá desempenha um papel significativo na política[1] estatal e na identidade religiosa, criando tensões entre judeus observantes e não observantes. O sistema legal aborda questões teológicas e culturais complexas, incluindo conversão, status religioso e práticas comunitárias. Apesar de interpretações diversas, a Halakhá continua sendo um aspeto fundamental da experiência religiosa e cultural judaica, refletindo a natureza dinâmica da tradição[2] legal judaica.
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Halachá (הֲלָכָה; romaniz.: ălāḵā) (/həˈlʌχə/) (/həˈlɑːˈχɑː/) ou Halakah; Halachah (Halachá); Halacha (Halaca), no hebraico Sefardita (/hɑlɑˈxɔt/); hebraico Asquenazi (/hɑlɔˈxoʊs/) ou no plural (Halakot ou Halachot; Halacot; Halachots ou Halacas) é um substantivo derivado do radical Halak (הָלַך; romaniz.: álac - ir, andar), é conhecida por Lei judaica (mas, em uma tradução mais literal tem o significado de caminho).
Na Torá, a vida boa é frequentemente mencionada como a maneira pela qual o Homem deve "ir", por exemplo Êxodo 18:20–'mostra-lhes o caminho para onde devem ir e a obra que devem fazer'.
Num sentido específico a palavra álacá é empregada, em contraposição à aggadá (material não legal da literatura rabbínica), sendo assim referente a orientação, hábito, costume, modo de agir; práticas (que engloba o pessoal, social, nacional, relações exteriores e todas as observâncias) do judaísmo.
Originalmente esse termo era empregado em uma decisão (lei), em particular num dado exemplo como na expressão "no Sinai" (halakhah le-mshá mi-sinai*). Com o uso continuo dessa referência o termo Halacá tornou-se genérico para todo o sistema legal de leis e observâncias no judaísmo. Às vezes é empregada pelos rabinos como "tradição", como por exemplo, quando diziam: "se isso é halacá (ou seja, tradição) nós acataremos, mas se for um din (ou seja, argumento) questionaremos."
Uma apresentação ordenada, tópica da tradição rabínica aparece na Mishná Torá (Repetição da lei) por Maimônides (também conhecido como o rabino Moshe ben Maimon, ou Rambam, 1135 - 1204). E o guia essencial para os mandamentos a serem seguidos na vida diária é o Shulkhan Arukh (Mesa preparada) por Yosef Karo (1488 - 1575).
Nas obras modernas também ocorre o termo "midrash halacá", cobrindo interpretações, discussões e controvérsias relacionadas com a parte legal do Escrituras.