Halacá

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Halakhá, derivada da palavra hebraica que significa “caminhar”, é o sistema[3] legal abrangente do Judaísmo que governa práticas religiosas, pessoais e sociais. Desenvolvida através da literatura rabínica e codificada por estudiosos como Maimônides e Joseph Karo, engloba regras e tradições que guiam a vida judaica. Diferentes movimentos judaicos interpretam a Halakhá com graus variados de rigor: o Judaísmo Ortodoxo a vê como lei[4] imutável, enquanto os movimentos Conservador, Reformista e Reconstrutucionalista adotam abordagens mais flexíveis. Em Israel, a Halakhá desempenha um papel significativo na política[1] estatal e na identidade religiosa, criando tensões entre judeus observantes e não observantes. O sistema legal aborda questões teológicas e culturais complexas, incluindo conversão, status religioso e práticas comunitárias. Apesar de interpretações diversas, a Halakhá continua sendo um aspeto fundamental da experiência religiosa e cultural judaica, refletindo a natureza dinâmica da tradição[2] legal judaica.

Terms definitions
1. política. A política é um campo multifacetado que explora a governança, dinâmicas de poder e organização social. Originando-se do termo grego antigo "politeia", examina as estruturas e processos de gestão estatal. O poder político é caracterizado pela sua capacidade de influenciar resultados sociais através de mecanismos de legitimidade, centralização e coerção. Diversos sistemas políticos, desde democracias até monarquias, operam através de instituições complexas como legislaturas, executivos e judiciários. Diferentes perspetivas ideológicas – incluindo liberalismo, conservadorismo e socialismo – moldam a compreensão das funções do estado, direitos individuais e relações sociais. A política internacional expande ainda mais este domínio, analisando interações globais, relações diplomáticas e governança transnacional. Teorias de mudança política, distribuição de poder e estruturas institucionais fornecem insights críticos sobre como as sociedades se organizam, governam e transformam através de processos políticos e debates filosóficos.
2. tradição. Tradição refere-se à continuidade de doutrinas, costumes e valores dentro de grupos sociais, estudada através de várias disciplinas académicas. Enraizada em contextos culturais, religiosos e sociais, as tradições podem ser antigas ou intencionalmente inventadas, servindo como transmissão de conhecimento entre gerações. Em ambientes religiosos, particularmente no catolicismo, a tradição abrange práticas orais e escritas que preservam ensinamentos espirituais. Práticas culturais frequentemente incorporam tradições, refletindo costumes, crenças e comportamentos comunitários. Estas tradições não são estáticas, mas dinâmicas, adaptando-se a contextos societais em mudança, mantendo elementos fundamentais. A relação entre tradição e modernidade é complexa, com tradições sendo por vezes reinventadas ou reinterpretadas para permanecerem relevantes. Apesar de potenciais conflitos com rápidas mudanças sociais, as tradições continuam a desempenhar um papel significativo na manutenção da identidade cultural e no fornecimento de continuidade através de gerações.
Halacá (Wikipedia)

Halachá (הֲלָכָה‎; romaniz.: ălāḵā) (/ˈχə/) (/ˈlɑːˈχɑː/) ou Halakah; Halachah (Halachá); Halacha (Halaca), no hebraico Sefardita (/ˈxɔt/); hebraico Asquenazi (/ˈxoʊs/) ou no plural (Halakot ou Halachot; Halacot; Halachots ou Halacas) é um substantivo derivado do radical Halak (הָלַך; romaniz.: álac - ir, andar), é conhecida por Lei judaica (mas, em uma tradução mais literal tem o significado de caminho).

Na Torá, a vida boa é frequentemente mencionada como a maneira pela qual o Homem deve "ir", por exemplo Êxodo 18:20–'mostra-lhes o caminho para onde devem ir e a obra que devem fazer'.

Num sentido específico a palavra álacá é empregada, em contraposição à aggadá (material não legal da literatura rabbínica), sendo assim referente a orientação, hábito, costume, modo de agir; práticas (que engloba o pessoal, social, nacional, relações exteriores e todas as observâncias) do judaísmo.

Originalmente esse termo era empregado em uma decisão (lei), em particular num dado exemplo como na expressão "no Sinai" (halakhah le-mshá mi-sinai*). Com o uso continuo dessa referência o termo Halacá tornou-se genérico para todo o sistema legal de leis e observâncias no judaísmo. Às vezes é empregada pelos rabinos como "tradição", como por exemplo, quando diziam: "se isso é halacá (ou seja, tradição) nós acataremos, mas se for um din (ou seja, argumento) questionaremos."

Uma apresentação ordenada, tópica da tradição rabínica aparece na Mishná Torá (Repetição da lei) por Maimônides (também conhecido como o rabino Moshe ben Maimon, ou Rambam, 1135 - 1204). E o guia essencial para os mandamentos a serem seguidos na vida diária é o Shulkhan Arukh (Mesa preparada) por Yosef Karo (1488 - 1575).

Nas obras modernas também ocorre o termo "midrash halacá", cobrindo interpretações, discussões e controvérsias relacionadas com a parte legal do Escrituras.


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