Guerras Napoleônicas

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As Guerras Napoleónicas foram uma série de conflitos resultantes da Revolução Francesa, caracterizados por campanhas militares massivas através da Europa. Napoleão Bonaparte liderou as forças francesas em guerra estratégica e móvel, utilizando grandes exércitos de conscritos e táticas de artilharia inovadoras. Através de múltiplas coligações contra a França, Napoleão inicialmente conquistou grande parte da Europa continental, mas acabou sendo derrotado após a desastrosa invasão russa de 1812. As guerras redesenharam a geopolítica europeia, levando à dissolução do Sacro Império Romano-Germânico e desencadeando movimentos nacionalistas na Alemanha e Itália. Economicamente, a Grã-Bretanha desempenhou um papel crucial ao apoiar financeiramente as coligações anti-francesas e manter o domínio marítimo. O conflito envolveu estratégias diplomáticas e económicas complexas, incluindo o Bloqueio Continental, que por fim falhou. Napoleão foi finalmente derrotado em 1814 e definitivamente em Waterloo, pondo fim às suas ambições imperiais e transformando a paisagem política[1] europeia.

Terms definitions
1. política. A política é um campo multifacetado que explora a governança, dinâmicas de poder e organização social. Originando-se do termo grego antigo "politeia", examina as estruturas e processos de gestão estatal. O poder político é caracterizado pela sua capacidade de influenciar resultados sociais através de mecanismos de legitimidade, centralização e coerção. Diversos sistemas políticos, desde democracias até monarquias, operam através de instituições complexas como legislaturas, executivos e judiciários. Diferentes perspetivas ideológicas – incluindo liberalismo, conservadorismo e socialismo – moldam a compreensão das funções do estado, direitos individuais e relações sociais. A política internacional expande ainda mais este domínio, analisando interações globais, relações diplomáticas e governança transnacional. Teorias de mudança política, distribuição de poder e estruturas institucionais fornecem insights críticos sobre como as sociedades se organizam, governam e transformam através de processos políticos e debates filosóficos.

As Guerras Napoleônicas (português brasileiro) ou Guerras Napoleónicas (português europeu) foram uma série de conflitos colocando o Império Francês, liderado por Napoleão Bonaparte, contra uma série de alianças de nações europeias. Essas guerras revolucionaram os exércitos e táticas dos países da Europa, com grandes tropas sendo deslocadas para o combate de forma nunca antes vista no continente, acontecendo devido a algumas das primeiras conscrições em massa modernas. Este conflito foi uma continuação direta das chamadas Guerras Revolucionárias, que começaram em 1792 durante a Revolução Francesa. Inicialmente, o poderio da França cresceu exponencialmente, com os exércitos de Napoleão conquistando boa parte da Europa. No total, o imperador francês lutou em mais de sessenta batalhas e perdeu muito poucas, a maioria no fim da sua carreira. O poder francês no continente foi quebrado logo após a desastrosa invasão da Rússia em 1812. Napoleão foi derrotado em 1814 e enviado para o exílio na ilha de Elba, na costa da Itália; ele, contudo, alguns meses mais tarde, conseguiu escapar, marchou em Paris e retomou o poder na França, apenas para ser novamente deposto, em 1815, após a fracassada Batalha de Waterloo. O imperador francês foi novamente exilado, desta vez na distante ilha de Santa Helena, onde viria a morrer em 1821.

Guerras Napoleônicas

Topo: Batalha de Austerlitz
Abaixo: Batalha de Waterloo
Data 18 de maio de 180320 de novembro de 1815
(12 anos, 5 meses e 4 semanas)
Local Europa, Oceano Atlântico, Rio da Prata, Oceano Índico, Cáucaso, América do Norte, Mar Mediterrâneo, Mar do Norte
Desfecho Vitória da Coalizão;
Congresso de Viena
Beligerantes
Coalizão:
Reino Unido Reino Unido
Império Austríaco
Prússia
Rússia Império Russo
Hanôver
Armée des Émigrés
Espanha Espanha
Portugal Portugal
Sicília
Estados Papais
Países Baixos Países Baixos
Império Otomano (1806–1810)
Pérsia (1807–1812)
 Suécia
Suíça
Hungria
Montenegro
Império Francês Espanha Espanha (1803–1808)
Dinamarca Dinamarca-Noruega
Império Austríaco (1809–1813)
Império Otomano (1807–1809, 1810–1812)
Rússia Império Russo (1807-1812)
Prússia (1807-1812)
Pérsia (1804–1807, 1812–1813)
 Suécia (1810–1812)
Comandantes
Jorge III
Príncipe Jorge
Príncipe Frederico
Príncipe Guilherme
Spencer Perceval
Robert Jenkinson
Francisco I
Arquiduque Carlos
Arquiduque João
Rússia Alexandre I
Frederico Guilherme III
Espanha Carlos IV
Espanha Fernando VII
Maria I
Príncipe João
Países Baixos Guilherme I
Países Baixos Guilherme II
Fernando I
Suécia Gustavo IV
Suécia Príncipe Carlos
Luís XVIII
Napoleão Bonaparte  Rendição (militar)
José Bonaparte
Luís I
Jerônimo Bonaparte
Eugênio de Beauharnais
Joaquim Murat
Polónia Józef Poniatowski
Maximiliano I
Frederico Augusto I
Frederico I
Frederico VI
Forças
750 000 britânicos
1 000 000 de austríacos
2 300 000 russos
700 000 prussianos
Espanha 390 000 espanhóis
50 000 portugueses
Suécia 75 000 suecos
(agregados ao longo do tempo)

e mais milhares de outros soldados de outros países
2 000 000 de franceses (agregados ao longo do tempo)

Estados clientes e aliados:

  • 500 000 – 1 000 000 de soldados e milícias
Baixas
Total: 3 000 000 – 4 000 000 (mortos ou desaparecidos, entre combatentes e civis) Total: 2 000 000 (mortos ou desaparecidos, entre combatentes e civis)

O conflito viu uma série de Coalizões anti-Bonapartistas, formadas por diversas nações europeias como o Reino Unido, a Áustria, a Rússia e a Prússia, se erguendo contra o Império Francês. Os franceses, contudo, foram capazes de vencer cinco das sete coalizões que se levantaram contra eles. As primeiras duas aconteceram ainda no contexto das guerras revolucionárias francesas e terminaram como uma vitória da França. Já a terceira, a quarta e a quinta coalizões foram derrotadas por Napoleão com ele já no comando total do país. Estas vitórias deram ao Grande Armée francês e ao seu imperador uma fama de invulnerabilidade, especialmente quando estes marcharam até Moscou, antes de terem que abandonar esta cidade. Com a derrota sofrida na Rússia, em 1812, onde os franceses foram sobrepujados pelo poderoso inverno russo, o exército napoleônico não conseguiu se erguer novamente e se tornou uma sombra do seu antigo poderio. Então a sexta coalizão europeia se levantou novamente contra a França e derrotou Napoleão na decisiva Batalha de Lípsia e depois avançaram sobre o norte e leste da França, marchando em Paris em meados de 1814. No ano seguinte, durante a Guerra da Sétima Coalizão, os franceses foram derrotados, desta vez de forma definitiva, na Batalha de Waterloo. Vitoriosas, as potências europeias começaram a redesenhar o mapa do continente com as fronteiras de antes de 1789, através do Congresso de Viena.

As guerras napoleônicas tiveram um impacto significativo no cenário geopolítico europeu, como na dissolução do Império Romano-Germânico, e fez ascender novas ondas de patriotismo e nacionalismo pelo continente, que ajudaram os processos de reunificação na Alemanha e Itália ao final do século XIX. O outrora poderoso Império Espanhol entrou em rápido declínio após a ocupação francesa, abrindo caminho para revoluções por independência em toda a América espanhola. Assim, o Império Britânico se tornou a maior potência mundial, de forma incontestável, pelas próximas décadas, dando início à chamada Pax Britannica.

Há discórdia entre acadêmicos e historiadores a respeito de quando as guerras revolucionárias francesas terminam e as Guerras Napoleônicas começam de fato. A chegada de Napoleão Bonaparte ao poder na França aconteceu em 9 de novembro de 1799 e em 18 de maio de 1803 a guerra entre franceses e britânicos recomeçou a todo vapor, após um período de curta paz firmada no Tratado de Amiens. Grandes combates pelo continente europeu terminaram após a derrota final de Napoleão em junho de 1815, embora algumas lutas de pequena intensidade ainda estivessem acontecendo. O Tratado de Paris formalmente encerrou as guerras em 20 de novembro de 1815.

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