
A lei[2] aduaneira regula os regulamentos[1] do comércio internacional, abrangendo várias fontes jurídicas, incluindo constituições nacionais, tratados internacionais e códigos aduaneiros regionais. Define territórios aduaneiros, distinguindo entre zonas primárias como portos e postos fronteiriços e zonas secundárias que cobrem o território restante. Aspetos fundamentais incluem barreiras tarifárias como impostos de importação, direitos aduaneiros e métodos de avaliação. O processo de importação envolve submeter documentos de declaração, identificar mercadorias e importadores e navegando procedimentos de desalfandegamento. As autoridades aduaneiras verificam informações declaradas através de diferentes canais (verde, amarelo, vermelho, cinzento) com níveis variáveis de inspeção. O desalfandegamento pode ser automatizado ou manual, dependendo do tipo de declaração. O processo requer documentação abrangente, pagamento de impostos e verificação de conformidade, resultando ultimamente num certificado de importação e libertação da carga, frequentemente gerido através de sistemas eletrónicos como o SISCOMEX.
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O direito aduaneiro é um ramo autônomo do Direito, com vistas a barreiras de interesse coletivo e proteção nacional, que caracteriza-se como um conjunto de normas legais criadas com o intuito de regular e controlar as operações de comércio exterior, regulando a circulação de mercadorias em caso de importação ou de exportação, além de impor sanções a indivíduos que cometem violações a estes regulamentos. O grande diferenciador desse ramo do Direito é a proteção do bem jurídico "controle aduaneiro", uma variação do poder de polícia. Caracteriza-se por uma mescla de disposições de direito administrativo, direito tributário e direito comercial clássico, com um momento em que ocorre a tributação aduaneira, dentro do procedimento de despacho aduaneiro. Normalmente, existe um procedimento especial para a imposição de sanções.
O objeto do Direito Aduaneiro é o controle do fluxo de pessoas e bens, visando ao resguardo de interesses públicos primários do Estado, como a saúde, a segurança, o meio ambiente, a economia e a política, sendo de grande importância para a política comercial e fiscal de um país, uma vez que através dele é possível adotar medidas protecionistas para proteger o mercado interno da concorrência de produtos estrangeiros.