Dilema do prisioneiro

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O Dilema do Prisioneiro é um cenário de teoria dos jogos[1] desenvolvido na década de 1950 por Merrill Flood, Melvin Dresher e Albert W. Tucker. Demonstra o conflito entre interesses individuais e coletivos quando dois suspeitos são separadamente oferecidos um acordo pela polícia. Cada um pode cooperar (permanecer em silêncio) ou desertar (testemunhar contra o outro). Se ambos permanecerem em silêncio, cada um cumpre 6 meses; se um confessar, o suspeito em silêncio cumpre 10 anos. Matematicamente, confessar é a estratégia dominante, levando a um resultado subótimo em que ambos os suspeitos confessam. O cenário foi expandido para a versão iterada, onde interações repetidas podem fomentar a cooperação através de estratégias como Tit for Tat. Possui aplicações abrangentes na compreensão de interações estratégicas em economia, política[2] e ciências sociais, ilustrando como o interesse próprio racional pode levar a resultados coletivamente piores.

Terms definitions
1. teoria dos jogos. A teoria dos jogos é uma abordagem matemática para estudar interações estratégicas entre tomadores de decisão racionais. Desenvolvida no início do século XX por matemáticos como John von Neumann e John Nash, analisa como indivíduos ou entidades fazem escolhas para maximizar seus resultados em cenários competitivos ou cooperativos. O campo abrange múltiplas disciplinas, incluindo economia, biologia, ciência da computação e ciência política. Conceitos-chave incluem equilíbrio de Nash, estratégias evolutivas e vários tipos de jogos, como jogos de soma zero e simultâneos. Investigadores aplicam a teoria dos jogos para compreender interações complexas em diversas áreas como competição de mercado, comportamento animal, inteligência artificial e relações internacionais. Seu quadro matemático ajuda a prever e explicar comportamentos estratégicos, examinando como as decisões dos jogadores se interconectam e influenciam os ganhos potenciais uns dos outros, tornando-a uma ferramenta crucial para entender processos de tomada de decisão em sistemas complexos.
2. política. A política é um campo multifacetado que explora a governança, dinâmicas de poder e organização social. Originando-se do termo grego antigo "politeia", examina as estruturas e processos de gestão estatal. O poder político é caracterizado pela sua capacidade de influenciar resultados sociais através de mecanismos de legitimidade, centralização e coerção. Diversos sistemas políticos, desde democracias até monarquias, operam através de instituições complexas como legislaturas, executivos e judiciários. Diferentes perspetivas ideológicas – incluindo liberalismo, conservadorismo e socialismo – moldam a compreensão das funções do estado, direitos individuais e relações sociais. A política internacional expande ainda mais este domínio, analisando interações globais, relações diplomáticas e governança transnacional. Teorias de mudança política, distribuição de poder e estruturas institucionais fornecem insights críticos sobre como as sociedades se organizam, governam e transformam através de processos políticos e debates filosóficos.

O dilema do prisioneiro faz referência a um problema da teoria dos jogos, sendo um exemplo claro, mas atípico, de um problema de soma não nula. Neste problema, como em muitos outros, supõe-se que cada jogador, de forma independente, quer aumentar ao máximo a sua própria vantagem sem lhe importar o resultado do outro jogador.

Irão cooperar ambos os prisioneiros para minimizar a perda da liberdade, ou um dos presos, desconfiando na cooperação do outro, o trairá para ganhar a liberdade?

As técnicas de análise da teoria de jogos padrão, como por exemplo determinar o equilíbrio de Nash, podem levar a que cada jogador escolha trair o outro, embora ambos os jogadores obtenham um resultado mais favorável se colaborarem. Infelizmente para os prisioneiros, cada jogador é incentivado individualmente a defraudar o próximo, mesmo após a promessa recíproca de colaboração. Este é o ponto-chave do dilema, ou seja, deverá ou não deverá o prisioneiro egoísta colaborar com o próximo sem o trair, para que a vantagem do grupo, equitativamente distribuída, possa ser maximizada?

No dilema do prisioneiro iterado, a cooperação pode obter-se como um resultado de equilíbrio. Aqui joga-se repetidamente, e quando se repete o jogo, oferece-se a cada jogador a oportunidade de castigar o outro jogador pela não cooperação em jogos anteriores. Assim, num processo iterativo, o incentivo para defraudar pode ser superado pela ameaça do castigo, o que conduz a um resultado melhor, ou seja, mais cooperativo.

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