
Ciência política[2] é uma ciência social que estuda a política, sistemas políticos, dinâmicas de poder e processos governamentais. Emergindo como disciplina distinta no final do século XIX, engloba várias abordagens incluindo análise empírica, política comparativa e teoria política. O campo examina distribuição de poder, instituições políticas e interações societárias através de metodologias como teoria dos jogos[1], teoria da escolha racional e interpretativismo. Cientistas políticos investigam estruturas estatais, relações de poder e comportamento político em diferentes contextos, usando abordagens descritivas e normativas. A disciplina visa compreender e explicar fenômenos políticos, fornecer ferramentas analíticas para entender sistemas políticos e aprimorar a participação cidadã na governança. Embora historicamente enraizada em tradições filosóficas ocidentais, a ciência política tem relevância global, ainda que publicação e pesquisa sejam predominantemente concentradas em países de língua inglesa. Seu escopo inclui economia política, relações internacionais, política pública e o estudo de instituições e processos políticos.
Ciência política ou Politologia é o estudo da política — dos sistemas políticos, das organizações e dos processos políticos. Envolve o estudo da estrutura (e das mudanças de estrutura) e dos processos de governo — ou qualquer sistema equivalente de organização humana que tente assegurar segurança, justiça e direitos civis. Os cientistas políticos, também chamados politólogos, podem estudar instituições como empresas, sindicatos, igrejas, ou outras organizações cujas estruturas e processos de ação se aproximem de um governo, em complexidade e interconexão. Existe no interior da ciência política uma discussão acerca do objeto de estudo desta ciência, que, para alguns, é o Estado e, para outros, o poder. A primeira posição restringe o objeto de estudo da ciência política; enquanto a segunda amplia. A posição da maioria dos cientistas políticos (também chamados de politólogos), segundo Maurice Duverger, é essa visão mais abrangente de que o objeto de estudo da ciência política é o poder.
O termo ciência política foi cunhado em 1880 por Herbert Baxter Adams, professor de História da Universidade Johns Hopkins. A ciência política é a teoria e prática da política e a descrição e análise dos sistemas políticos e do comportamento político. Abrange diversos campos, como a teoria e a filosofia políticas, os sistemas políticos, ideologia, teoria dos jogos, economia política, geopolítica, geografia política, análise de políticas públicas, política comparada, relações internacionais, análise de relações exteriores, política e direito internacionais, estudos de administração pública e governo, processo legislativo, direito público (como o direito constitucional) e outros.
A ciência política emprega diversos tipos de metodologia. As abordagens da disciplina incluem a filosofia política clássica, interpretacionismo, estruturalismo, behaviorismo, racionalismo, realismo, pluralismo, institucionalismo e igualitarismo. Na qualidade de uma das ciências sociais, a ciência política usa métodos e técnicas que podem envolver tanto fontes primárias (documentos históricos, registros oficiais) quanto secundárias (artigos acadêmicos, pesquisas, análise estatística, estudos de caso e construção de modelos). Ainda que o estudo de política tenha sido constatado na tradição ocidental desde a Grécia antiga, a ciência política propriamente dita constituiu-se tardiamente. Esta ciência, no entanto, tem uma nítida matriz disciplinar que a antecede como a filosofia moral, filosofia política, política econômica e história, entre outros campos do conhecimento cujo objeto seriam as determinações normativas do que deveria ser o estado, além da dedução de suas características e funções.
Muitos pesquisadores colocam que a ciência política difere da filosofia política e seu surgimento ocorreria, de forma embrionária, no século XIX, época do surgimento das ciências humanas, tais como a sociologia, a antropologia, a historiografia, a arqueologia, a demografia, entre outras.