
O absolutismo foi um sistema[1] político na Europa onde os monarcas detinham autoridade suprema, influenciados por filósofos como Maquiavel, Bodin e Hobbes. Em Portugal e Espanha, os reis gradualmente expandiram seu poder, com o império espanhol seguindo políticas mercantilistas. Teóricos como Jean Bodin argumentavam que o poder do rei era ilimitado e divinamente ordenado, enquanto Thomas Hobbes via a soberania absoluta como um contrato[2] social para prevenir conflitos sociais. O estado[3] absolutista modernizou estruturas administrativas e militares, substituindo exércitos mercenários por forças centralizadas e de conscrição, e desenvolvendo extensas redes de fortificação. Diferentemente do despotismo, o absolutismo tinha fundamentos teóricos e buscava estabelecer um sistema racional de governança. Estudiosos como Perry Anderson e Marcos da Cunha e Souza estudaram as dinâmicas históricas e políticas dos estados absolutistas, examinando seu desenvolvimento, estratégias militares e fundamentos filosóficos.
Absolutismo é uma teoria política que defende que alguém (em geral, um monarca) deve ter o poder absoluto, isto é, independente de outro órgão. Os teóricos de relevo associados ao absolutismo incluem autores como Nicolau Maquiavel, Jean Bodin, Jaime VI da Escócia e I de Inglaterra, Jacques-Bénigne Bossuet e Thomas Hobbes. Esta ideia tem sido algumas vezes confundida com a doutrina do Direito Divino dos Reis, que defende que a autoridade do governante emana diretamente de Deus, e que não podem ser depostos a não ser por Deus, defendido por alguns absolutistas como Jean Bodin, Jaime I e Jacques Bossuet.
A monarquia absolutista nasce com Luís XIV de França, conhecido como "Rei-Sol", logo após a morte do seu primeiro-ministro, em 9 de março de 1661, o cardeal Jules Mazarin. E que, nessa altura, terá se voltado para o seu chanceler e declarado solenemente:
Em seguida, proibiu os ministros de expedir qualquer coisa sem sua ordem.