
O aborto é a interrupção de uma gravidez antes da viabilidade fetal, que pode ser espontâneo (não intencional) ou induzido (deliberado). Abortos induzidos são realizados por razões terapêuticas ou eletivas, utilizando métodos medicinais ou cirúrgicos. Abortos espontâneos ocorrem frequentemente no primeiro trimestre, geralmente devido a anomalias cromossómicas. Globalmente, aproximadamente 56 milhões de abortos são realizados anualmente, com cerca de 45% sendo inseguros. A segurança do procedimento varia, com o aborto médico precoce sendo 98% eficaz até 9 semanas. As taxas de mortalidade são baixas, com 0,6 mortes por 100.000 procedimentos, tornando o aborto significativamente mais seguro do que o parto[1]. O tema continua controverso, com debates contínuos sobre considerações morais, éticas e legais. As perspetivas diferem mundialmente, com limites gestacionais legais e atitudes culturais variáveis. O acesso a abortos seguros e legais é reconhecido como uma questão crítica de saúde pública.
Aborto ou interrupção da gravidez é a interrupção de uma gravidez resultante da remoção de um feto ou embrião antes de este ter a capacidade de sobreviver fora do útero. Um aborto que ocorra de forma espontânea denomina-se aborto espontâneo ou "interrupção involuntária da gravidez". Um aborto deliberado denomina-se "aborto induzido" ou "interrupção voluntária da gravidez". Nos casos em que o feto já é capaz de sobreviver fora do útero, este procedimento denomina-se "interrupção tardia da gravidez".
Aborto | |
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Sinónimos | Interrupção da gravidez |
Especialidade | obstetrícia |
Classificação e recursos externos | |
CID-10 | O04 |
CID-9 | 779.6 |
CID-11 | e 1267452405 2036729570 e 1267452405 |
DiseasesDB | 4153 |
MedlinePlus | 002912 |
eMedicine | article/252560 |
MeSH | D000028 |
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Quando são permitidos por lei, os abortos em países desenvolvidos são um dos procedimentos médicos mais seguros que existem. Os métodos de aborto modernos usam medicamentos ou cirurgia. Durante o primeiro e segundo trimestres de gravidez, o fármaco mifepristona em associação com prostaglandina aparenta ter a mesma eficácia e segurança que a cirurgia. Os contraceptivos, como a pílula ou dispositivos intrauterinos, podem ser usados imediatamente após um aborto. Quando realizado de forma legal e em segurança, um aborto induzido não aumenta o risco de problemas físicos ou mentais a longo prazo. Por outro lado, os abortos inseguros e clandestinos realizados por pessoas sem formação, com equipamento contaminado ou em instalações precárias são a causa de 47 000 mortes maternas e 5 milhões de admissões hospitalares por ano.
Em todo o mundo são realizados 56 milhões de abortos por ano, dos quais cerca de 45% são feitos de forma insegura. Entre 2003 e 2008 a prevalência de abortos manteve-se estável, depois de nas duas décadas anteriores ter vindo a diminuir à medida que mais famílias no mundo tinham acesso a planeamento familiar e contracepção. A Organização Mundial de Saúde recomenda que todas as mulheres tenham acesso a abortos legais e seguros. No entanto, em 2008 apenas cerca de 40% das mulheres em todo o mundo tinham acesso a abortos legais. Os países que permitem o aborto têm diferentes limites no número máximo de semanas em que são permitidos.
Ao longo da história, foi comum a prática de abortos com ervas medicinais, instrumentos aguçados, por via da força ou com outros métodos tradicionais. A legislação e as perspetivas culturais e religiosas sobre o aborto diferem conforme a região do mundo. Em algumas regiões, o aborto só é legal em determinados casos, como violação, doenças congénitas, pobreza, risco para a saúde da mãe ou incesto. Em muitos locais existe debate social sobre as questões morais, éticas e legais do aborto. Os grupos que se opõem ao aborto geralmente alegam que um embrião ou feto é um ser humano com direito à vida e comparam o aborto a um homicídio. Os grupos que defendem a legalização do aborto geralmente alegam que a mulher tem o direito de decidir sobre o seu próprio corpo.