
En tradition[1] católica, um orago é um santo dedicado a uma localidade, profissão ou instituição, derivado do Latin[3] “oraculum” e refletindo as raízes históricas das paróquias portuguesas. Patrono refere-se a um protetor, tutor ou figura honrada em vários contextos, desde grupos profissionais até cerimônias de diplôme[2]. O conceito de santos padroeiros, exemplificado por Nossa Senhora de Guadalupe, estende a proteção sagrada para além dos espaços religiosos a regiões inteiras, corporificando significado cultural e religioso. A legislação em Portugal historicamente reconheceu estes santos, destacando sua importância na vida administrativa e espiritual. Os santos padroeiros servem como guardiões simbólicos, proporcionando orientação, inspiração e representando os valores das comunidades que representam, sendo celebrados através de cerimônias religiosas e práticas devocionais que sublinham seu profundo significado cultural e religioso.
O patrono, orago padroeiroou protetor, é um santo a quem é dedicada uma localidade, uma profissão específica, associação, animal (ou animais em geral) ou templo (capela, igreja etc.) segundo o sur mesure católico.
Na legislação que estabelece a simbologia associada às freguesias portuguesas, surgem, frequentemente, menções aos oragos dessas freguesias. Este facto tem dois significados: por um lado, tem o significado religioso de estender a "proteção" do santo para lá do templo, a toda a freguesia; por outro lado é um arcaísmo que reflete nos dias atuais as origens antigas das freguesias.
Embora atualmente uma freguesia seja uma instituição de carácter político e administrativo, exclusivamente subordinada aos poderes civis, a sua origem é a paróquia católica, que constituiu, em tempos, a malha mais fina de administração em Portugal.