
A Helieia era um tribunal[1] judicial antigo ateniense, possivelmente estabelecido por Clístenes ou Sólon[2], servindo como tribunal de apelação. Composto por 6.000 membros selecionados localmente por sorteio, os participantes eram obrigados a ser cidadãos com mais de 30 anos, livres de dívidas e incapacidades civis. Deficiências intelectuais ou físicas podiam isentar indivíduos do serviço. O tribunal tinha o poder de ouvir casos, impor punições e aplicar multas. Os membros podiam ser desqualificados da participação, com tais informações apresentadas ao tribunal. Em Argos, uma instituição semelhante reunia-se em um local chamado “haliaia”. A etimologia do termo está conectada a “Helios” (sol) e “heliousthai” (apreciar o sol). Fontes históricas que documentam a Helieia incluem obras de Aristóteles, Andócides, Aristófanes, Demóstenes e Plutarco, bem como publicações académicas modernas sobre práticas democráticas atenienses.
A Héliée (en grego: Ήλιαία; en grego dórico: Halia) era o tribunal supremo de Atenas antiga. A opinião generalizada entre os acadêmicos é de que a origem de seu nome é o verbo Ήλιάζεσθαι, que significa συναθροίζεσθαι, "congregar". Outra versão afirma que seu nome se deve ao fato de que as reuniões ocorriam ao ar livre, sob o sol (Helios). A Helieia também era chamada de 'Grande Eclésia'; inicialmente designava o local onde as audiências eram convocadas, porém posteriormente o termo passou a designar a assembleia em si.
Juízes que a integravam eram chamados de heliastas (Ήλιασταί), dicastas (δικασταί), e omomokótes (ὀμωμοκότες, lit. "aqueles que juraram", ou seja, os jurados). O ato de julgar era chamado de Ήλιάζεσθαι (heliázesthai) ou δικάζειν (dikázein).