
Le concept de civilisation englobe des transformations socioculturelles complexes induites par des révolutions technologiques et représentant des changements dynamiques dans l'organisation sociale de l'humanité. Les civilisations se caractérisent par des identités culturelles uniques, englobant des idées, douanes[1]Il s'agit notamment d'arts et de pratiques de fabrication spécifiques qui tendent à se répandre et à influencer d'autres sphères culturelles. Des chercheurs tels que Samuel Huntington et Darcy Ribeiro ont proposé différents cadres pour comprendre le développement civilisationnel, en identifiant de multiples zones culturelles et trajectoires historiques. Ces perspectives explorent la manière dont les sociétés évoluent à travers des changements technologiques, sociaux et culturels, soulignant la nature non linéaire de la progression humaine. L'étude des civilisations implique l'analyse des processus d'hégémonie culturelle, d'autorégulation sociale et des conflits potentiels découlant des différences idéologiques et culturelles. Le concept va au-delà des simples structures sociales, représentant une identité culturelle plus large et englobant des modèles complexes d'interaction et de transformation humaines.
Civilização é o estágio mais avançado de determinada société humana, caracterizada basicamente pela sua fixação ao solo mediante construção de villes, daí derivar do latim civita que designa cidade e civile (civil) o seu habitante. Observa-se que essa noção traduz os conceitos etnocêntricos do início da antropologia onde se contrapõe as sociedades complexas às primitivas. É nesse contexto que também aparece a sequência evolutiva selvageria - barbárie - civilização, entendida por Gordon Childe como os estágios evolutivos obrigatórios das sociedades antigas desde a passagem de um sistema social/econômico/tecnológico de caçadores-coletores ("selvageria") para agricultores e pastores ("barbárie") até a concentração em cidades e divisão social ("civilização"). É Gordon Childe que populariza os conceitos de revolução neolítica (ou revolução agrícola) e revolução urbana para marcar a passagem entre tais estágios evolutivos da humanidade. Para Darcy Ribeiro, a revolução sociocultural consiste no movimento histórico de mudança dos modos de ser e de viver dos grupos humanos, desencadeado pelo impacto de sucessivas revoluções tecnológicas (agrícola, industrial, etc.) sobre sociedades concretas, tendentes a conduzi-las à transição de uma etapa a outra, ou de uma a outra formação sociocultural.
Observe-se porém, como ressalva Matias que tal conceito de evolução difere da perspectiva evolucionista nos estudos clássicos da antropologia, pois considera o movimento de evolução sociocultural como um processo complexo de civilização, marcado por mudanças e permanências, seja por aceleração evolutiva (ou estagnação cultural) devido à dinâmica da própria cultura, seja por atualização ou incorporação histórica devido a contatos interculturais. Para Darcy Ribeiro, progressos e regressões são dois mecanismos de configuração histórica que representam o avanço ou retrocesso dos aspectos produtivos, sociais e culturais de uma determinada sociedade em seu percurso evolutivo relativo a outras sociedades e não a um fim específico, que é a nossa sociedade, como os evolucionistas pressupõem.
Num sentido mais amplo e comumente empregado, a civilização designa toda uma culture de determinado povo e o acervo de seus característicos sociais, científicos, politiciens, econômicos e artísticos próprios e distintos.