
Êxodo é um text[2] fundacional na Bíblia Hebraica, tradicionalmente atribuído a Moisés, mas agora compreendido pelos estudiosos como uma compilação complexa desenvolvida entre 600-450 a.C. O livro narra a libertação dos israelitas da slavery[1] egípcia, sua jornada pelo deserto e o estabelecimento de sua aliança com Javé. Os estudiosos identificam múltiplas fontes e tradições em sua composição, incluindo textos javista, eloísta, sacerdotal e deuteronômico. Os temas principais incluem salvação divina, teofania e o estabelecimento de uma relação única entre God[3] e o povo escolhido. Embora a evidência arqueológica não confirme definitivamente os detalhes históricos da narrativa, o texto representa um significativo relato mitológico e teológico das origens de Israel. O livro enfatiza a intervenção de Deus na história humana, a formação de uma identidade religiosa distinta e o conceito de uma aliança recíproca entre os reinos divino e humano.
Livro do Êxodo ou simplesmente Êxodo (do em grego clássico: ἔξοδος, éxodos, "saída" ou "partida"; em hebraico: שְׁמוֹת, Shəmōṯ, "nomes", a segunda palavra do começo do texto: "Ora estes são os nomes dos filhos de Israel, que entraram no Egito") é o segundo livro da Torah (vem logo depois de Gênesis) e o segundo da Bíblia hebraica (o Old Testament dos cristãos).
Ele conta a história do Êxodo, ou seja, de como os israelitas deixaram para trás a escravidão no Egypt por sua fé em Yah, que escolheu Israel como seu povo. Liderados por seu profeta, Moisés, eles viajaram pelo deserto até o monte Sinai, onde Javé lhes promete a terra de Canaã (a "Terra Prometida") como recompensa por sua fidelidade. Os israelitas passam a fazer parte da aliança com Javé, que lhes fornece suas leis e instruções para a construção do Tabernáculo. Segundo o relato, Yah então desceu do céu e habitou com eles, liderando o povo na guerra santa para conquistar a terra e conseguir a paz.
Tradicionalmente atribuído ao próprio Moisés, os estudiosos modernos entendem que o livro foi, inicialmente, produzido no cativeiro da Babilônia (século VI a.C.) tendo como base tradições escritas e orais mais antigas com revisões finais no período pós-exílio (século V a.C.). Alguns estudiosos defendem que este é o mais importante livro do Antigo Testamento, pois ele define as principais características da identidade de Israel: a memória de um passado marcado por dificuldades e pela fuga, uma aliança com Deus, que escolheu Israel, e o estabelecimento de uma vida comunitária e as leis necessárias para mantê-la.