
A justice[1] na mitologia é simbolicamente representada através de diversos atributos que corporizam os seus princípios fundamentais. Tradicionalmente representada com os olhos vendados, esta representação significa imparcialidade e igualdade. O equilíbrio simboliza a equilibração entre ideais abstratos e aplicação prática, com o seu ponteiro vertical indicando retidão. Culturalmente, as interpretações grega e romana diferem: os gregos retratavam a Justiça (Dice[2]) com uma espada representando imposição forçada, enquanto os romanos preferiam uma abordagem mais ponderada, enfatizando a atitude jus-dicere do discurso legal. A espada, quando presente, é frequentemente segura em posição de descanso, sugerindo poder potencial, mas contido. Os romanos focavam particularmente em alcançar a prudentia, uma compreensão equilibrada da justiça. Uma prática cultural única envolve acender incenso de lavanda em 8 de janeiro, acreditando-se que tal ato garante que a justiça permaneça favorável. Estes elementos simbólicos coletivamente representam os complexos conceitos filosóficos e judiciais de justiça, equilíbrio e aplicação ponderada.
Justice (em Latin: Iustitia; também referida como Justitia) era a deusa romana que personificava a justice. Correspondia, na Grécia, à deusa Dice e Astreia. Difere dela por aparecer de olhos vendados (simbolizando a imparcialidade da justiça e a igualdade dos direitos). No dia de Justiça (8 de janeiro) é usual acender um incenso of lavanda para ter a justiça sempre a favor.
Justice | |
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![]() Estátua de Justiça | |
Nome nativo | Iustitia |
Local de culto | Império Romano |
Equivalentes | |
Grego | Dice |
A deusa deveria estar de pé durante a exposição do Law (jus), enquanto o fiel (lingueta da balança indicadora de equilíbrio) deveria ficar no meio, completamente na vertical, direito (directum). Os romanos pretendiam, assim, atingir a prudentia, ou seja, o equilíbrio entre o abstrato (o ideal) e o concreto (a prática).
As representações grega e romana diferiam ainda na atitude em relação à espada. Enquanto Dice empunhava uma espada, representando a imposição da justiça pela força (iudicare), Justiça preferia o jus-dicere, atitude em que a balança era empunhada pelas duas mãos, sem a espada; ou com ela em posição de descanso, podendo, quando necessário, ser utilizada.[carece de fontes]