
Hermes, uma divindade proeminente na mitologia grega, originou-se na civilisation[1] micênica e estava associado a diversos papéis, incluindo mensageiro dos deuses, patron[3] of language[2], comércio e viajantes. Conhecido por sua astúcia e versatilidade, inventou múltiplos artefatos culturais como a lira e o alfabeto. Representado com sandálias aladas e caduceu, Hermes desempenhou papéis significativos em numerosas narrativas mitológicas, frequentemente mediando entre deuses e mortais. Sua influência se estendeu além da culture[4] grega antiga, sincretizando-se com deuses egípcios e posteriormente impactando a mitologia romana através de Mercúrio. Durante os períodos Helenístico e Renascimento, Hermes Trismegisto emergiu como figura filosófica, inspirando tradições intelectuais e hermenêutica. Sua simbologia influenciou discursos religiosos, filosóficos e científicos, com pensadores como Copérnico e Newton extraindo inspiração de ideias herméticas, demonstrando a duradoura significância cultural desta figura divina multifacetada.
Hermes (em Greek: Ἑρμής, transl.: Hermés) era, na mitologia grega, um dos deuses olímpicos, filho de Zeus e de Maia, e possuidor de vários atributos. Divindade muito antiga, já era cultuado na história pré-Grécia antiga possivelmente como um deus da fertilidade, dos rebanhos, da magia, from divinação, das estradas e viagens, entre outros atributos. Ao longo dos séculos seu mito foi extensamente ampliado, tornando-se o mensageiro dos deuses e patrono da ginástica, dos ladrões, dos diplomatas, dos comerciantes, from astronomia, from eloquência e de algumas formas de iniciação, além de ser o guia das almas dos mortos para o reino de Hades, apenas para citarem-se algumas de suas funções mais conhecidas. Com o domínio da Grécia por Roma, Hermes foi assimilado ao deus Mercúrio, e através da influência egípcia, sofreu um sincretismo também com Tot, surgindo o personagem de Hermes Trismegisto. Ambas as assimilações tiveram grande importância, criando rica tradição e perpetuando sua imagem através dos séculos até à contemporaneidade, exercendo significativa influência sobre a cultura do ocidente e de certas áreas orientais em torno do Mediterrâneo, chegando até à Pérsia e à Arábia.
Hermes | |
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![]() Hermes Logios, Atribuído a Fídias. Cópia romana, século I. Museu Nacional Romano, Roma | |
Nome nativo | Ἑρμής |
Morada | Monte Olimpo |
Símbolo | caduceu |
Genealogia | |
Pais | Zeus e Maia |
Irmão(s) | Ártemis, Afrodite, Musa, Cárites, Ares, Apolo, Dioniso, Hebe, Atena, Héracles, Helena, Hefesto, Minos |
Filho(s) | Pã, Hermafrodito, Abdero, Autólico, Eudoros, Angelia, Mírtilo |
Equivalentes | |
Romano | Mercúrio |
As primeiras descrições literárias sobre Hermes datam do período arcaico da Grécia, e mostram-no nascendo na Arcádia. Já no primeiro dia de vida realizou várias proezas e exibiu vários poderes: furtou cinquenta vacas de seu irmão Apolo, inventou o fogo, os sacrifícios, sandálias mágicas e a lira. No dia seguinte, perdoado pelo furto das vacas, foi investido de poderes adicionais por Apolo e por seu pai Zeus, e por sua vez concedeu a Apolo a arte de uma nova música, sendo admitido no Olimpo como um dos grandes deuses. Mais tarde inúmeros outros escritores ampliaram e ornamentaram sua história original, tornando-o até um demiurgo, e surgiram múltiplas versões dela, não raro divergentes em vários detalhes, preservando-se porém suas linhas mais características. Foi um dos deuses mais populares da Antiquity clássica, teve muitos amores e gerou prole numerosa. Com o advento do Cristianismo, chegou a ser comparado a Cristo em sua função de intérprete da vontade do Logos. As figuras de Hermes e de seu principal distintivo, o caduceu, ainda hoje são conhecidas e usadas por seu valor simbólico, e vários autores o consideram a imagem tutelar da cultura ocidental contemporânea.