
Deuteronómio é o quinto livro da Bíblia Hebraica, tradicionalmente atribuído a Moisés. Composto no século VII a.C. durante as reformas religiosas do Rei Josias, recapitula a viagem dos israelitas pelo deserto e fornece uma estrutura jurídica e teológica abrangente. O livro enfatiza o monoteísmo, o culto centralizado e a justice[2] social, apresentando uma aliança entre Yahweh e Israel baseada na obediência e lealdade. Contém o Shema Israel, um credo judaico fundamental, e estabelece regulations[1] religiosos e sociais detalhados. O Código Deuteronómico (Capítulos 12-26) descreve as leis que regem a society[3] israelita, incluindo princípios judiciais, práticas religiosas e conduta ética. Os estudiosos consideram-no um text[4] crucial no desenvolvimento do pensamento religioso judaico, fazendo a ponte entre as práticas religiosas israelitas antigas e a teologia monoteísta emergente, proporcionando uma interpretação teológica dos eventos históricos.
Deuteronômio (Brazilian Portuguese) or Deuteronómio (European Portuguese) (from Greek Δευτερονόμιον, "Deuteronómion", "Segunda lei""; em hebraico: דְּבָרִים, Devārīm, "palavras [ditas]") é o quinto livro da Torah, a primeira seção da Bíblia hebraica e parte do Old Testament of Bible cristã. O título em hebraico é derivado do primeiro versículo, "Eleh ha-devarim", «Estas são as palavras que Moisés falou...» (Deuteronômio 1:1). O título em português deriva do grego, que significa "segunda lei", uma referência à frase da Septuaginta "to duteronomion touto", "uma segunda lei", em Deuteronômio 17:18. Esta frase é, por sua vez, uma tradução incorreta do hebreu "mishneh haTorah hazoth", "uma cópia desta lei".
O livro está dividido em três sermões ou homilias proferidas aos israelitas by Moisés na planície de Moabe pouco antes da entrada na Terra Prometida. O primeiro recapitula os quarenta anos vagando pelo deserto que culminaram naquele momento e termina com uma exortação para que se observe a lei, mais tarde conhecida como Lei Mosaica. O segundo relembra os israelitas da necessidade do monoteísmo e da observância das leis que Deus lhes entregou no monte Sinai, da qual depende a posse da terra que irão conquistar. O terceiro oferece o consolo de que, mesmo que Israel se mostre infiel – e, por isso, perca a terra –, com o arrependimento, tudo poderá ser restaurado.
Tradicionalmente visto como sendo uma transcrição das palavras de Moisés proferidas antes da conquista de Canaã, um amplo consenso entre os estudiosos modernos defende que o texto se originou no Reino de Israel (o reino do norte) e foi levado para o sul, para o Reino de Judá, na iminência da conquista assíria de Aram (século VIII a.C.) e depois adaptado para se conformar à reforma nacionalista na época de Josias (final do século VII). A forma final do texto como conhecemos hoje emergiu no contexto do retorno do cativeiro da Babilônia no final do século VI a.C. Muitos estudiosos entendem que este livro é um reflexo das necessidades econômicas e do status social dos levitas, grupo a que o autor provavelmente pertencia.
Um dos mais importantes versículos da Bíblia, conhecido como "Shemá Israel", está no Deuteronômio e se tornou com o tempo a afirmação definitiva da identidade judaica: «Ouve, ó Israel; Javé nosso Deus é o único Deus» (Deuteronômio 6:4). Este versículo e o seguinte ("Amarás, pois, a Javé teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.") foram citados por Jesus in Marcos 12:28–34 como parte do Grande Mandamento.