
As corporações emergiram historicamente como entidades sancionadas pelo state[1] para serviço público, evoluindo ao longo do século XIX para se tornarem estruturas organizacionais complexas com impacto social significativo. Seu desenvolvimento é caracterizado por crescente sofisticação económica, transitando da produção industrial para a especulação financeira e modelos orientados para acionistas. A governança corporativa emergiu para abordar a responsabilidade e alinhar interesses gerenciais com expectativas dos acionistas. Paisagens políticas e económicas foram substancialmente redesenhadas por estratégias corporativas, incluindo alianças de mercado, lobbying e redes complexas de influência. A tendência de financeirização desde meados do século XX alterou fundamentalmente prioridades corporativas, deslocando o foco da produção tradicional para atividades de investimento e especulação. Conexões patrimoniais e laços sociais continuam a desempenhar um papel crucial na configuração de interações corporativas e formações estratégicas, destacando a relação intrincada entre capital privado, estruturas sociais e sistemas económicos.
Em linguagem popular, corporação (do latim corporis e actio, corpo e ação) é um modo de se referir a grandes empresas ou ainda a organizações.
Em termos jurídicos, caracteriza uma forma específica de pessoa jurídica na qual proprietários possuem responsabilidades limitadas, a administração é feita de maneira centralizada e voltada ao lucro de seus proprietários, com ações transferíveis. São as S.A.s: Sociedade Anônima. Sua característica originária é a separação entre propriedade e gestão. Em uma corporação, os proprietários são aqueles que possuem ações da empresa - sempre mais de uma pessoa, geralmente em sociedades anônimas e com titularidade facilmente transferível.
“A corporação ou companhia é a principal forma desenvolvida no capitalismo industrial para condução de negócios e é, portanto uma instituição social central [...]”.