
O termo burguesia originou-se do Latin[3] “burgus”, referindo-se aos habitantes da cidade que emergiram como uma classe social distinta durante a Middle Ages[1]. Inicialmente detentores de direitos e privilégios urbanos, os burgueses evoluíram de cidadãos medievais para uma poderosa força económica e politics[2]. Sua ascensão acompanhou o declínio dos sistemas feudais, com os burgueses progressivamente controlando a governança urbana, atividades económicas e instituições sociais. A teoria marxista posteriormente caracterizou a burguesia como a classe capitalista proprietária dos meios de produção, posicionada em oposição ao proletariado. O conceito permanece complexo e multifacetado, abrangendo diversos grupos sociais em diferentes contextos históricos e regionais. A transformação da burguesia reflete mudanças socioeconómicas mais amplas, desde a cidadania urbana medieval até uma classe económica global definida pela riqueza, propriedade e influência social.
Bourgeoisie é um termo com vários significados históricos, sociais e culturais. A palavra se origina do latim burgus, significando "cidade", adaptada para várias línguas europeias. Burgueses, por extensão, eram os habitantes dos burgos, em oposição aos habitantes do campo. Na Middle Ages o conceito se limitou a uma específica classe social formada nos burgos, conhecida como a burguesia propriamente dita, que detinha o direito de citizenship, o qual acarretava vários privilégios sociais, políticos e econômicos. Com o passar do tempo esta classe tomou o poder nas cidades, excluiu a nobreza feudal de todas as funções públicas, e em muitas das cidades mais importantes, seu estrato superior passou a formar uma nova nobreza hereditária.
A partir de fins do século XVIII o conceito de burguesia foi redefinido por sociólogos, economistas e historiadores, referindo-se a uma classe detentora de uma cultura particular, meios econômicos baseados em capitais e uma visão materialista do mundo. Na difundida teoria de Karl Marx, o termo passou a denotar a classe social que detém os meios de produção de riqueza, e cujas preocupações são a preservação da propriedade e do capital privados, a fim de garantir a sua supremacia econômica na sociedade em detrimento do proletariado. Na teoria social contemporânea o termo denomina a classe dominante das sociedades capitalistas. Para muitos autores a diversidade de significados e atributos ao longo do tempo e nas várias regiões assinala o caráter polimorfo da burguesia e a controvérsia acadêmica que a cerca atesta a dificuldade de defini-la com precisão. Na contemporaneidade o termo é atribuído a um grande espectro de grupos sociais que nutrem ideologias e interesses muito diversos e se originam de condicionantes e contextos igualmente diferenciados.